Coser:
que tal (sem pretensão nenhuma, mas cheia de intenções)
se nós trocarmos correspondência-performance?
Bern:
gosto mais ainda do “deixar-fluir”, q no fim sempre encontra os melhores caminhos.
* * *
1. hoje está frio. o frio me assusta.
me faz querer ouvir música quente. música de cordas.
atritos. atritar mãos. movimento de mãos no rosto. atritos.
pele dura, lágrima q escorre.
medo do inverno que começa.
o escuro. eu ando na rua procurando um sol. um lugar mais quente.
como é isso? é novo.
número 2)
como é isso, é novo?
nem tanto
em meu cochilo uma presença recorrente:
o fogo
tenho sonhado com fogo
e me dá mto medo enqto sonho
faço d tdo p/apagar e salvar o q der p/salvar
acordo sobressaltado, ofegante
o q significa? busquei na internet
disparidades: bom êxito e fartura
risco de acidente em viagem
dificuldades financeiras, perigo
Exercício 1: estar entre o frio/quente (isso não acontece o tempo todo?)
Colocar muita roupa, muita roupa muita roupa no corpo e deixar os pés pro lado de fora. colocar os pés numa bacia de água congelada, congelada. Pausa. Respiração. O que acontece?
Fico pensando nesta relação que se continua à distância. Existe coincidência, vontades se coincidem. Sua vontade de guerra se exercendo no fogo. E a minha no frio. Fogo me faz lembrar veia. Me faz pensar numa coisa que está muito próxima de vc, do seu corpo, das suas veias.
Exercício 2: mover com o seu contorno, fazer as veias pegarem fogo. Tirar o máximo de proveito dessa qualidade. Mas que qualidade é essa? Se transformar em Fênix. É possível? Renovar as células, o sangue, a carne. E isso tudo é minúsculo, quase imperceptível. As mudanças só vêm à consciência quando se aglomeram e formam um conjunto. Um conjunto pode ser um sonho. Veio à sua consciência. É lindo isso. Mas que qualidade é essa? Como transformar a transformação em qualidade. Então é isso o exercício: mover pra dentro de si, pequeno, num fluxo constante de energia, qualidade de movimentação rápida, forte, indireta (to lembrando de laban): juntando essas três qualidades chegamos ao “pontuar”, que muda de imagem todo o tempo e é leve. O fogo é leve?????
E o frio é pesado? O gelo é pesado. Você entende? Eu falei do frio, do movimento fragmentado, da imprecisão, e vc do contrário, da constância, do fluxo. Pelo menos vi assim e te proponho esses exercícios.
Minha querida,
Não sei se já sonhei em playback. Na verdade, poucos são os sonhos dos quais me lembro ao acordar. Acho que a realidade os espanta… risos!
Tenho aprendido aos poucos a, como você diz, flexibilizar. Eis uma dádiva que geralmente invejo nas mulheres, sábias em sua intuição afiada e nata. Quando você se pergunta se as coisas não se pertencem, é a minha vez de me perguntar por quanto tempo elas o fazem. Com que freqüência? Pois que nada é fixo, imutável e irredutível na vida.
Meus braços querem voar, sim, abraçar o mundo (minha mãe não se cansa de me alertar)! Os pés estão menos fincados no chão, embora o contato com a terra me seja essencial. É pro alto que construímos, sem dúvida, mas é do chão que decolamos.
Adorei seu vídeo e até fiquei sorrindo. Tinha gravado imagens, primas cariocas das suas, naquela mesma semana. Posto-as agora, bastante tempo depois, mas ainda estão valendo. Afinal, os céus aqui não andam menos estranhamente nublados e chuvosos.
Beijo e muitas saudades suas e de sua arte!
Janela emoldurada com nuvens a passar como se guiadas pela velocidade da música do CD.
Mariposa ou pássaro? Emoldurados, envidraçados, iludidos? O q vemos é o q verdadeiramente nos pertence?
Dezembro 1, 2008 às 5:59 pm
a correspondência chegou!!! http://www.outroenleio.blogspot.com
inté