Publicado por: andresilvabern em: Abril 30, 2008
Sim, um novo solo de dança contemporânea estava brotando. Dezembro de 2007, Investigações Coreográficas, Esther Weitzman, Roberto Pereira, novos parceiros, desejo de recomeço.
Já sabia que queria descobrir mais sobre que dança eu danço. Não falo de gênero, estilo ou escola. No fundo era crise dos quase-trinta-anos. Batia aquela ressaca-tsunami da casa dos vinte. Arrasadora. E, se sobrava alguma coisa, era uma dor de cabeça danada, além de um senso de urgência pungente.
Para onde estou indo? É para onde desejo ir? O que estou fazendo para me colocar na direção deste lugar que desejo? “Identidade é o papo do momento”, segundo Zygmunt Bauman. Parece que sim.
Depois de quatro meses, a devastação inicial deixou alguns frutos (acho que são mais sementes do que frutos):
1. algumas seqüências de movimentos; 2. preciosas leituras (Bauman é o mais recente agregado); 3. um mapa astral e uma fita cassette com sua interpretação; 4. duas edições de uma oficina de dança contemporânea para iniciantes; 5. um poema meio torto.
Hoje, inicio uma nova etapa. Ainda experimentando, mas fazendo registros mais disponíveis aos futuros espectadores. Ainda buscando interagir. Com mais tempo (livre?) e algumas pistas.
Até.
Maio 1, 2008 às 4:10 am
Estou esperando ansioso pelas primeiras apresentações. Não só eu, que acompanho mais de perto todo o processo, mas todos os seus amigos, estamos torcendo para que tudo dê certo. O brilho dos seus olhos precisa ser aplaudido. Já ouvi dizer que a vida é um teatro… pode ser, mas no seu caso é uma coreografia, cheia de pequenos movimentos, delicados e muito expressivos. Sucesso, meu querido. Com muito carinho,
Leandro.