intervalo ô-go-sou-soá

tomorrow everything will be different: video promocional

Publicado por: andresilvabern em: Novembro 25, 2009

Essa semana, trocando alguns e-mails com a Vera (Maeder / hello!earth), tive acesso pela primeira vez ao video promocional da performance que desenvolvemos em agosto. Parabéns à equipe, em especial a Marika Seidler, nossa videomaker ;)

 

the jockey: últimas imagens

Publicado por: andresilvabern em: Novembro 25, 2009

* Imagens de the jockey, no Festival Panorama de Dança, pelo fotógrafo Valério Araújo.

the jockey: apresentação no Panorama

Publicado por: andresilvabern em: Novembro 7, 2009

jockey 1

O Panorama (Festival) já está no ar, vide a apresentação do Ballet de Lorraine ontem no (Teatro) João Caetano! Dentre muitos artistas fantásticos e trabalhos instigantes, apresento uma instalação dentro do programa Se me dessem um teatro. the jockey é fruto de uma pesquisa sobre a relação entre a construção de identidades e o consumo. Quem quiser conferir, é só aparecer no Teatro Cacilda Becker (próximo ao metrô Largo do Machado: rua do Catete, 338) nesse domingo, às 16h. A entrada é gratuita.

O programa Se me dessem um teatro acolhe bolsistas do coLABoratório (Rio e Teresina), uma série de residências artísticas que aconteceram de maio a outubro, no Centro Coreográfico (RJ) e Núcleo do Dirceu (PI). Os bolsistas apresentarão trabalhos nos dias 8, 9 e 15/nov, sempre com entrada gratuita. Sejam bem-vindos!!!

Carta a Vera Maeder: Copenhagen (parte 2)

Publicado por: andresilvabern em: Novembro 3, 2009

100_9401

:) yes, dear, I couldn’t agree more!!! Tomorrow everything is always different!!!

Wow, so everybody is new to the crew :0  Lotsa luck to y’all!!! 

Denmark is dark at 5 o’clock, while in Rio the sun shines up to around 7 p.m.: it’s daylight-saving time here! Clocks are switched back an hour. Summer is still a month ahead.

I like this showcase thing: quite interesting! We’ll try to do something like it here at Centro Coreográfico do Rio while Panorama’s international curators are in the city.

Well, Rio isn’t that hot yet; but the beaches are already packed… there’s been wonderful sunny days lately! Yesterday was a national holiday: Day of the Deceased.

I’ve highlighted some changes I made to the text for the brochure. Hope it helps, dear!

Oh, yes, we’re all happy, dancing everywhere, as usual… lol!!! I’ve just danced a few steps in the living room along with Leandro… lol… music keeps going on all day long here at home!

About my singing, I’m really flattered to know about its repercussion!!! ;)  It certainly provided me with some of the finest memories from the streets and the people around Sankt Hans Torv. I miss Copenhagen so badly (and singing the new version too!!! lol!)… I knew I would while I was still there (I have a quite vivid memory of our last dinner at Thai Pan… the view of the lake), but could never imagine the real feeling. I learnt so much from and in that city… now, it turned into it’s a big mix of “saudade” (you must know what I mean) and gratefulness for everything and everybody I came across there.

Please send the sweetest vibration to each and everyone I met in Copenhagen: energetic you, sweet Jacob, crazy Dr Jones, sunny Schiessl, warm Boaz and Annika (+ family), gentle Marika, precious Seimi, the friendly black immigrant owner of the cafeteria at the Verdens Kultur Centret, mad Kristofer and special Susanne (and family), beautiful Jens, Inge and Joachim, welcoming Metropolis’ Katrine, the generous immigrant lady at BeatRoot… oh, Gosh, so many lovely people… I just wish I haven’t left anyone out!!! You just help me out, please!!!

Love!!!

i-dança.naestrada

Publicado por: andresilvabern em: Outubro 14, 2009

Postando diretamente do laboratório de informática do SESC Tijuca, onde está acontecendo a oficina i-dança.naestrada, sobre disponibilização de informação sobre dança na internet. Esta é a sua 6a. edição, que já passou por outras cidades do Brasil.

Gabriela, a instrutora, está destrinchando o WordPress; eu, pegando as dicas mais relevantes, já que sou usuário há algum tempo.

Oficinas na Casa de Pedra

Publicado por: andresilvabern em: Outubro 7, 2009

awilda

divulgação 3.1

A convite de Esther Weitzman, produzirei duas oficinas para o seu Studio Casa de Pedra, juntamente com duas amigas do coLABoratório (Festival Panorama de Dança). As amigas são Awilda Polanco e Didine Ángel, ambas artistas provenientes da América Central (República Dominicana e El Salvador, respectivamente).

As oficinas, de técnica e criação em dança contemporânea, acontecerão ainda este mês. Para mais detalhes, clique aqui.

Encontro com André Masseno

Publicado por: andresilvabern em: Outubro 1, 2009

Hoje foi a vez do encontro com André Masseno, o segundo residente do Centro Coreográfico com quem me propus estabelecer algum tipo de colaboração.

Já tinha visto um esquete dele, além de um trecho de uma performance, o que tinha gerado uma certa curiosidade de minha parte. Durante a conversa, ele me pareceu ser uma pessoa extremamente generosa e interessante. Outras referências, além das citadas pela Adriana (Barcellos), me foram sugeridas por ele, enquanto contava sobre meu processo de criação e por onde tinha planos de seguir.

No momento, ele tem algumas viagens agendadas; eu, por outro lado, preciso de algum tempo para pôr em prática algumas idéias que venho acalentando. Acredito que já vou ter material novinho em folha quando ele voltar. Daí, ficamos de combinar outro encontro onde posso compartilhar mais concretamente minhas inquietações mais recentes, na direção de um formato mais cênico.

Encontro com Adriana Barcellos

Publicado por: andresilvabern em: Setembro 27, 2009

Ontem, recebi a visita de Adriana Barcellos em meu ensaio na Galeria do Centro Coreográfico.

Adriana também é residente do Centro, desde o início de abril; desde então, temos vontade de aproximar nossas pesquisas e compartilhar, principalmente as questões que envolvem a criação solitária em dança.

Chegamos a tentar concretizar essa vontade em julho, quando apresentamos nossos works in progress. Ela estava presente quando apresentei minha instalação; eu, por outro lado, não consegui assistir à sua performance, pois já estava preparando minha viagem à Copenhagen.

Percalços à parte, finalmente nos reunimos e ficamos empolgados com a possibilidade real de parceria, que eu já vislumbrava em meu pedido de prorrogação de residência no Centro.

A conversa basicamente tratou da minha experiência em Copenhagen e do meu retorno. Falei bastante de minha dificuldade em voltar ao projeto, do mês de agosto que me desconectou imensamente com o ponto da pesquisa em que eu me encontrava antes de viajar, do desânimo, preguiça e da sensação de que voltara à estaca zero, apesar de não mais estar “começando”, mas sim, dando continuidade.

Ela também falou do progresso de seu trabalho, vinculado à sua pesquisa de mestrado, já concluída. Está aproveitando o tempo de ensaio no Centro para recuperar um solo de quatro anos atrás e, segundo ela mesma, “sinto necessidade de um olhar de fora, de alguém com quem trocar idéias”.

Combinamos de nos ver de novo. Eu quero muito ver seus registros, até por que não consegui ver os trabalhos – com exceção de um pequeno esquete dela, apresentado por ocasião das comemorações do Dia da Dança no Centro. Ela me indicou um filme do Marcelo Masagão, 1,99. Também tenho alguns registros meus para mostrar nesse próximo encontro.

Na próxima semana, encontro o André Masseno, a quem farei convite similar.

Amanhã tudo vai ser diferente

Publicado por: andresilvabern em: Setembro 20, 2009

starting place

O convite para participar da nova performance do projeto dinamarquês hello!earth concretizou-se na forma de um processo de co-criação com os artistas Vera Maeder e Jacob Langaa-Sennek, além da poeta e artista visual Seimi Norregaard e do bailarino israelense-dinamarquês Boaz Barkan. Tomorrow everything will be different, baseada em troca de mensagens SMS com o público, fez parte do programa de “city walks” do Metropolis Festival, dedicado a propostas que propiciassem um olhar diferenciado sobre a cidade de Copenhagen através de caminhadas.

Na etapa anterior, da qual pude participar como colaborador aqui no Rio, essa nova “lente” já era oferecida ao público. Eu mesmo nunca mais passarei incólume pela Lapa, Praça Tiradentes e trechos da Glória! Por mais que pensasse conhecer tais lugares como carioca que sou, a experiência de convivência e criação na rua é por demais arrebatadora e reveladora de camadas diversas de sensações, aprendizados, realidades.

Como não poderia deixar de ser, o processo de criação nas ruas de Copenhagen, quase desertas em comparação às nossas, foi extremamente rico e cheio de nuances imprevisíveis. Apesar do conflito inicial no que diz respeito ao próprio desenvolvimento do sistema de mensagens SMS, que me ofereceu alguns obstáculos a serem transpostos, tudo correu tranquilamente (com suas eventuais doses de tensão e preocupação, é claro!).

Na prática, a caminhada que propusemos era composta de duas partes. A primeira era uma introdução, onde o público saía pelas ruas do distrito de Norrebro, guiado por um sistema de mensagens SMS. É importante esclarecer aqui que, além de nós cinco (eu, Vera, Jacob, Seimi e Boaz), outros performers, dentre eles outra brasileira, Candice Didonet, se juntaram à tarefa de descortinar uma nova Copenhagen ao público.

Dentre os momentos de interação com os performers, destaco o passeio de tandem (aquela bicicleta para duas pessoas) de olhos fechados usando uma fantasia de coelho; o chá que o público preparava, uns para os outros, num apartamento alugado pela produção; e as músicas brasileiras que eu e Candice cantávamos via celular na Sankt Hans Torv (praça) e Elmegade (rua). A segunda parte começava com a abertura do lacre que prendia as páginas de um guia, que o público já tinha recebido na saída do local de encontro (foto). Este continha instruções para que as pessoas continuassem sua jornada pela cidade (elaboramos algumas sugestões domésticas também), dessa vez, sem a presença dos performers.

Nesse sentido, acredito que hello!earth deu um passo adiante em sua proposta, uma vez que o público se tornou mais autônomo do que na etapa anterior, ainda minuciosamente controlada através de mp3 players, celulares e um número maior de performers. Agora, a caminhada-performance “apresentada” no Metropolis Festival era apenas uma amostra do que cada pessoa poderia vivenciar posteriormente, em seu próprio ritmo, no horário e dia que lhe fosse mais conveniente. Em suma, apresentamos àquelas pessoas uma outra possibilidade de interação com aquele entorno já tão (aparentemente) conhecido: demos as instruções, um guia inclusive, testamos juntos alguns passos. Uma vez confiantes no que se refere ao funcionamento do “aparato”, cedemos a eles toda a liberdade (e responsabilidade também) de utilização do mesmo. Era como se falássemos: “Agora é com vocês!”

O sistema ainda ficou “no ar” por mais quinze dias, o que possibilitou à nossa “platéia” compartilhar com amigos e parentes, reviver experiências além daquelas que não estavam incluídas na primeira parte da caminhada-performance. Nesse meio-tempo, eu já estava embarcado em uma nova aventura, de volta ao Rio: a última residência do coLABoratório, com o enérgico Rob List.

Copenhagen (parte 1)

Publicado por: andresilvabern em: Setembro 10, 2009

shadow in louisiana

Acabei de recorrer à uma balinha de hyldeblomst para escrever esse post.

São dois os motivos que tornam difícil essa escrita hoje: cheguei há quase duas semanas e ainda sinto que “estou chegando”; passei um mês sem me dedicar à minha pesquisa pessoal, ainda que tenha feito mil conexões com ela durante esse tempo.

Será que há outros?

Mais um: foi minha primeira viagem ao exterior.

A balinha começa a fazer efeito, acho.

Começar do início: em julho, Vera (Maeder), que conheci numa residência do Festival Panorama no ano passado, me escreveu um e-mail. Era um convite para integrar um grupo de criadores locais para desenvolver um passo adiante em relação ao que havíamos apresentado juntos no Festival.

Ainda faltavam confirmações financeiras para que eles pudessem bancar minha ida, mas ali estava a proposta. Sim, claro que aceitei. Um tanto descrente, um pouco desapegado, não quis me planejar enquanto não houvesse a tal confirmação.

Na última semana de julho, mais um e-mail. “Venha. Está tudo certo!”

Loucura. Correria. Passaporte de emergência. Visto. Passagens. Malas. Despedidas. CoLABoratório. Centro Coreográfico do Rio. Meu amor. Amigos.

Quando dei por mim, já estava abraçando os dois, Vera e seu companheiro Jacob. Fazia um dia lindo, ensolarado e, no fundo, havia alguns chafarizes. Era Copenhagen. E eu, passado o medo da imigração e ansiedade das tantas horas de voo, lá estava.

Artillerivej 74 4th seria o meu endereço no mês de agosto. Islands Brygge era o distrito, que tinha uma estação de metrô (eleito o melhor do mundo em 2008) e o ancoradouro próximos.

Vera e Jacob estavam super animados com a minha visita. “Você quer descansar um pouco? Tomar um banho? A gente podia dar uma volta na cidade…” Lavei o rosto, peguei uma camiseta limpa na mala e saímos.

Copenhagen em alguns minutos de carro. Tantos nomes impronunciáveis, ruas vazias, beleza, beleza, beleza. Descemos e caminhamos. Ruas vazias. Era domingo. Comida vietnamita no Lêlê. Lembrei do meu amor. Precisava ligar.

Meu amor chorava no skype da Vera. Eu também era só lágrimas. Vera trouxe um fone de ouvido e saiu da cozinha em disparada. Novela mexicana (ou brasileira)?

Segunda já era dia de trabalho. Conheci aqueles que se tornariam cada vez mais queridos no decorrer dos dias: Seimi, Boaz, Schiessl. Reunião na cozinha da Vera. Chá com leite e cravo. Pão. Curiosidades sobre Rio e Copenhagen. Chuvinha fina lá fora.

A capa de chuva do Jacob me acompanharia até o último dia de minha estada. Primeiros testes nas ruas próximas ao apartamento de Vera e Jacob. Eu era um ET recém-descido de uma nave. Mas tinha celular e recebia SMSs.

Tinha uma bicicleta também. E muita vergonha de não saber manejá-la nos primeiros dias. Como era desengonçado naquilo! Parecia que nunca tinha visto uma na minha frente… Rezava para os semáforos sempre estarem abertos (existem alguns só para as bikes) e a chuva só tornava tudo ainda mais desconfortável.

Verdens Kultur Centret. Ensaiamos (?) no centro cultural voltado à integração de culturas estrangeiras nas duas semanas seguintes. Já sabia o caminho de bicicleta, embora corresse para o metrô quando amanhecia chuvoso.

Dei umas escapulidas: de posse de um mapa fornecido pela Schiessl, produtora do grupo e engraçadíssima, ficava mais fácil. Conheci Helsingor, onde fica o castelo que inspirou Shakespeare a escrever Hamlet, e assisti uma peça do SIGNA num casarão. Visitei o Glyptotek, museu financiado pela Carlsberg. Vários cafés (os restaurantes são chamados assim também), parques, lagos.

A casa do Kristofer, que se juntaria a nós na semana de performances: sorvete de framboesa feito em casa, cogumelos, torradas, carne e batatas azuis (!), suco de hyldeblomst (uma florzinha, equivalente ao nosso guaraná em popularidade), vinho e chá. A cama elástica do quintal! Susanne, a esposa, e as crianças.

(…)

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